Maria João Silveira


Os meus alunos de filosofia.

No início parecem… resignados.

Quase a seguir, há um momento em que se interrogam violentamente: esta UC no meu curso?! Durante dias, há um bloqueio, um impasse, um «se pudesse mudar o plano de estudos»!…

Depois, paulatinamente, segue-se o que lhes é natural: esforço, motivação, disciplina e (para meu alívio) crescente, crescente curiosidade.

Chega mesmo o momento em que até lhes verifico espanto, auto-espanto: tal surge quando eles, os meus alunos da FEFD, tomam consciência de que estão a usufruir (e a compreender, a debater e a transformar com a sua filosofia espontânea e, mais tarde, pensamento crítico) a minha Aula de Filosofia da Actividade Física.

As derivações em Filosofia do Corpo e em Cultura Contemporânea e em Ética e Dilemas e em Conhecimento e Paradigmas…

Por isso, ao longo destes anos como docente da FEFD, tenho considerado uma grande pequena vitória ver-lhes (debaixo do braço, em cima da mesa, no tablier dos carros…), ao lado dos emocionais e coloridos jornais desportivos, os sisudos livros de Filosofia que lhes sugiro…

Atenção: isto já com as avaliações fechadas!